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Entrevista com Carol Ferraz: brasileira certificada por Marie Kondo

Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019

 

Já entrevistei aqui no blog Marilia Calandrino: 1ª brasileira certificada por Marie Kondo e Nalini Kruglensky hoje entrevistaremos Carol Ferraz que além de personal organizer também tem um blog chamado 'Onde eu deixei', é a primeira discípula oficial de Marie Kondo em Curitiba e no Sul do Brasil. Carol é Consultora Trainee do método Marie Kondo, especialista em psicanálise e sustentabilidade, faz pré e pós mudança e também gormo organizer. Vamos conhecer um pouco mais sobre a Carol e sua experiência com o método da Marie Kondo. 

 

Carolina Ferraz é uma ex-bagunceira convicta e consultora Marie Kondo, à frente da empresa de organização @ondeeudeixei. É pós-graduada em Semiótica e Psicanálise e acredita que a organização é menos sobre organizadores plásticos e mais sobre escolhas com amor. Treinada pela Marie Kondo, também é formada em organização tradicional pela A Casa Com Vida, e já foi assistente do Santa Ajuda, no GNT. Seus projetos de organização são baseados em 3 pilares: facilidade, saúde mental e sustentabilidade.  Além de conduzir projetos de organização presencial do método Marie Kondo em Curitiba e São Paulo, Carol presta consultoria online e atende clientes de todo o mundo. Também dá palestras e workshops sobre o método Marie Kondo.

 

 

1. Kalinka: Qual a sua definição para o que faz um (a) personal organizer?  

Carol: Sempre falo para meus clientes que personal organizer é o profissional que te ajuda a parar de perder coisas dentro da sua própria casa.

 

2. A quanto tempo você trabalha como personal organizer? Porque resolveu ser personal organizer? O que mais gosta de organizar? 

Carol: Sempre fui MUITO bagunceira. Muito mesmo. Já tinha tentado todo método de organização e nada funcionava e me convenci de que “eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim, bagunceeeira!. Quero deixar claro que isso não é sinônimo de preguiça. Todos os sábados eu acordava 7h da manhã para organizar minha casa, mas infelizmente a ordem só durava até a manhã de domingo.  Eu era o chamado caso perdido.

Até que 2017 eu perdi o chaveiro de um vira-tempo, do filme do Harry Potter. Eu tive uma infância bem pobre e lembro que quando vi o objeto, ainda criança, prometi pra mim mesmo que um dia eu teria um. Quando já estava trabalhando na área de comunicação de uma multinacional viajei para os estúdios da Warner e comprei. Isso foi em junho. Em setembro do mesmo ano tive um daqueles dias do cão, fiquei trabalhando até 21h no Pacaembu e quando cheguei em casa, exausta, vi que tinha perdido minha chave. Liguei para o trabalho e ninguém tinha encontrado, voltei na farmácia, no supermercado, na estação do metrô e no terminal do ônibus: nada.

Além de mim, duas amigas tinham a cópia da minha chave. Uma estava viajando e a outra (que era minha vizinha), tinha acabado de mudar pro extremo norte de São Paulo. Resumo: fui até lá buscar e cheguei em casa depois da meia-noite. Quando entrei em casa tive uma crise de choro. Senti tanta raiva de mim mesmo. Tanta frustração. Prometi que nunca mais iria passar por aquilo. No outro dia comprei o livro da Marie Kondo. Na época, ninguém sabia quem era ela direito, mas uma amiga japonesa tinha lido o livro e comentou que era diferente. Li em uma noite e no outro dia liguei pra minha chefe pedindo banco de horas pra organizar a casa. Ela rapidamente respondeu: pode pegar, você precisa. Eu morava num apartamento de 32 metros quadrados e fiquei dia e noite desapegando de itens e organizando ele. Brinco que as únicas coisas que ficaram no apartamento depois do processo foram meus gatos. Estava cercada de coisas que não me representavam ou que não valiam meu tempo para administrá-las. 

Assim que terminei, mostrei as fotos do processo para os meus amigos. Descobri que fizeram uma aposta entre eles de quanto tempo eu conseguiria manter. O mais otimista chutou um mês. Mal sabiam que eu estava tão mudada que tinha decidido mudar de cidade, de estado civil e de emprego tudo ao mesmo tempo. 

Quando terminei o método pensei: “Meu Deus, como a vida ficou fácil!  Quero mudar de profissão!”  Na época, eu já cursava minha pós em psicanálise e decidi que queria juntar isso ao método da Marie Kondo. Fui estudar com ela e então, nasceu o Onde Eu Deixei e minha gangue de ex-bagunceiros. 

Minha parte preferida da organização não é a organização: é a conversa. Eu fico dias fazendo a triagem com os clientes e é nessa hora que mais me sinto realizada. Conhecer a história dos objetos, questões culturais e familiares e poder ajudar na compreensão da origem dos sintomas psíquicos é o que mais me traz alegria. Ajudar a pessoa a identificar o que é realmente importante na vida dela e deixar sua rotina mais simples é algo transformador. De quebra, ainda aprendo muita coisa! Se consigo conversar de qualquer assunto numa mesa de bar é graças aos meus clientes. Com eles aprendi os tipos de microcontroladores da engenharia eletrônica, qual a diferença dos pincéis de aquarela e quais livros de medicina são indispensáveis durante a formação ;)

 

 

3. Kalinka: Você realizou algum curso aqui no Brasil? Qual?

Carol: Sim, sou formada Personal Organizer pela A Casa Com Vida, conduzida pela Ivana Portella, Micaela Góes e Stella Rangel. Tenho curso de pré e pós mudança no mesmo lugar e estou estudando mais uma coisinhas, mas ainda é segredo ;)

 

 

4. Kalinka: O que te fez procurar uma certificação com a Marie Kondo?

Carol: A organização só entrou na minha vida pelo método KonMari. Era a única certificação que realmente fazia sentido pra mim. O único método que me ajudou de verdade. Todos os outros que tentei eram muito mais estéticos do que práticos para manter. O método KonMari é sobre deixar a vida mais fácil uma vez pra vida toda e era isso que eu queria fazer pelas outras pessoas. 

 

 

5. Kalinka: Conte uma pouco sobre sua experiência no curso? O que mais gostou e o que nāo gostou? 

Carol: Desde 2018 o curso mudou um pouco. Na minha turma tínhamos mais dias e o contato com a Marie era maior, mas sei que as coisas já mudaram para as turmas de 2019. O que mais gostei foi justamente o contato com ela e a troca com consultoras do mundo inteiro sobre o método. Conseguimos ter uma noção real do que esperar durante o processo de consultoria: desafios, surpresas e claro, os resultados. Também foi ótimo contar minha história pra ela. Lembro da Marie dizendo que minha maior força como consultora era justamente ter sido muito bagunceira. No fim, a história dos meus clientes também é a minha história.

Sobre a globalização do método, é muito interessante entender as diferenças culturais quando o assunto é organização, mas isso também é o ponto fraco do curso, já que as condições sócio-econômicas e culturais da América Latina são bem distintas dos países mais desenvolvidos.

Fonte: Arquivo Pessoal

 

 

6. Kalinka: Como aplica o método KonMari hoje no seu trabalho? 

Carol: Meu trabalho de organização é totalmente baseado em KonMari e na abordagem psicanalítica. Seguimos os passos da metodologia enquanto falamos sobre a história, impacto e a representação simbólica do objeto na vida da pessoa. Diversão pra mim também é coisa séria. Então conduzo o processo sempre cercado de muita leveza e risadas. A vida fica mais fácil quando nos permitirmos rir das situações que enfrentamos e o processo de organização é um bom momento para exercitarmos isso.

 

 

7. Dê alguma dica de organização ou conselho para nossos leitores: 

A resposta do que precisamos ter e do que queremos manter na nossa casa está dentro de nós, não na vida do outro ou nos comerciais. Mais uma vez, organização efetiva é sobre fazer escolhas com amor.

 

 

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